Musculação pode ser tão bom quanto correr para reduzir sintomas da depressão

Um estudo publicado no “British Journal of Sports Medicine” descobriu que exercícios físicos são tão ou mais eficientes do que medicamentos e terapia como tratamento para a depressão grave. O levantamento reuniu dados de 41 pesquisas envolvendo 2.265 pessoas com depressão, e mostrou que quase qualquer tipo de exercício reduz substancialmente os sintomas da doença.

Muito se fala em atividades aeróbicas, que levam o organismo a liberar hormônios e neurotransmissores capazes de proporcionar sensações de relaxamento e prazer. Mas o treinamento de força também tem importante papel e pode ser muito eficaz nesses casos.

As atividades analisadas no estudo incluíram caminhada, corrida e musculação. Algumas foram feitas em grupo, outras individualmente; algumas supervisionadas, outras não. Os efeitos apontados pela pesquisa foram robustos o suficiente para que os autores do estudo esperem que a descoberta estimule um movimento para tornar o exercício uma terapia prescrita padrão para a depressão.

No entanto, ainda não sabemos o suficiente a respeito de doses, intensidades e tipos de exercício, ou se as melhorias iniciais relacionadas à atividade são duradouras. Estudos futuros devem mergulhar nessas questões e comparar os exercícios frente à psicoterapia e às medicações.

O exercício físico é um tratamento e, assim como um medicamento, tem que ter sua dose adequada. Precisa ser criteriosamente prescrito e planejado pelo profissional de Educação Física.